sexta-feira, 30 de março de 2012

Família vai pedir R$ 10 milhões de indenização.

Família vai pedir R$ 10
milhões de indenização por
morte de Grazielly
José Beraldo atribui compensação à
dor dos pais da criança morta.
Defesa de adolescente considera valor
solicitado como "prêmio lotérico".
A família de Grazielly Almeida Lames, de 3 anos,
morta após ter sido atropelada por uma moto
aquática quando brincava na Praia de
Guaratuba, em Bertioga, no litoral de São Paulo,
vai pedir R$ 10 milhões de indenização ao
proprietário do equipamento e aos pais do
adolescente, de 13 anos, que ligou a
embarcação e deverá responder medida sócio-
educativa a ser definida pela Vara da Infância e
Juventude. A informação foi confirmada pelo
advogado José Beraldo.
"Considerei o que a criança poderia sonhar, a
vida toda pela frente, a maneira como ocorreu a
morte, a dor da família, a omissão de socorro e
o poder aquisitivo da família do adolescente",
explica o advogado. Ele informou que o valor
deverá ser dividido igualmente entre o pai e o
empresário. Além disso, estuda a chance de
processar o Estado, mas não revelou o valor.
Sobre a decisão do delegado seccional de
Santos, Rony da Silva Oliveira, em indiciar por
homicídio culposo - quando não há intenção de
matar - o dono da moto aquática, o caseiro da
propriedade onde o veículo ficava guardado, e
que a levou até a praia, e dois mecânicos que
fizeram a revisão no equipamento, Beraldo não
poupou críticas e disse que aguarda pela
conclusão dos trabalhos do Ministério Público.
"Foi uma decisão míope juridicamente, no meu
entendimento o inquérito apenas mudou de
autoridade. Agora vou aguardar a promotoria
de Justiça se manifestar na próxima semana. Há
mais pessoas que deveriam ser indiciadas",
afirma. O acidente ocorreu no sábado de
carnaval.
O tio de Grazielly, Zildomar Rodrigues de Lames,
ressaltou que o sentimento da família é "de
alívio", após a decisão desta quinta (29). "Estou
muito feliz, a Justiça está sendo feita", disse. O
jovem, de 23 anos, que reside reside próximo
aos pais da criança, em Artur Nogueira (SP),
afirmou que a família continua abalada com o
caso.

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