Vasco da Gama é o destaque do Super Bola de amanhã
Quinta-Feira, 29/03/2012, 12:58:41 - Atualizado em 29/03/2012, 12:59:54
(Foto: Divulgação)
Vascão, Expresso da Vitória, Gigante da Colina, O Time da Virada, Trem Bala da Colina, Campeão de Terra e Mar... Todas essas expressões definem um pouco do Club de Regatas Vasco da Gama, um dos maiores times do Rio de Janeiro. O clube é o destaque do Super Bola desta sexta-feira (30). O suplemento é encartado no DIÁRIO DO PARÁ todas as quartas e sextas-feiras.
HISTÓRIA
No dia 26 de novembro de 1915, quando até então se dedicava somente ao remo e o tiro, o Vasco, que tinha como objetivo principal unir portugueses e brasileiros, assumiu o departamento de futebol do Lusitânia Futebol Clube e formou seu primeiro time de futebol. No ano seguinte o time estreava na terceira divisão do Campeonato Carioca, sendo goleado por 10 x 1 pelo extinto Paladino Foot-Ball Club.
Em 1922 o clube ganha Campeonato Carioca da Série B, e pela primeira vez na história, disputa a 1ª Divisão do Cariocão. Um ano depois, o clube se uniu às outras equipes grandes do Rio de Janeiro, e conquistou o título logo em seu ano de estreia, que acabou marcando significativamente a história do clube.
ORGULHO DA RAÇA
O Vasco foi um dos primeiros clubes do futebol brasileiro a ter integrantes afro-descendentes, pobres e operários e ainda por cima se sagrar campeão. Rui Proença, português de nascimento e radicado na capital carioca, identifica o fato como uma verdadeira revolução, enfatizando os preconceitos e dificuldades inicialmente encontrados pelo Vasco, associando-se ao fato de o Flamengo, o Fluminense e o Botafogo não permitirem a entrada de negros em seus clubes.
Proença disse que o clube representaria o congraçamento entre negros e portugueses, grupos discriminados que, unidos, fizeram o Vasco. As derrotas sofridas para o Vasco ao longo da competição eram inadmissíveis para os adversários, que logo começaram a alegar que o quadro de atletas cruzmaltinos era formado por pessoas de "profissão duvidosa" e que o clube não possuía um estádio a fim de excluí-lo do campeonato. Na época o campinho do Vasco, localizado à rua Moraes e Silva, 261, na Tijuca, só servia para treinos.
Após a tentativa fracassada de ver o Vasco da Gama fora da competição em 1923, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes encontraram a solução para se verem livres dos vascaínos no ano seguinte. Assim, se uniram, abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco, que só poderia se filiar à nova entidade caso dispensasse doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa".
Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à AMEA. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.
O EXPRESSO DA VITÓRIA
Após a conquista da Taça Luís Aranha, em 1940, veio a formação de um grande time: o "Expresso da Vitória", uma equipe quase imbatível na época. O Expresso começou a se formar quando a diretoria contratou o técnico uruguaio Ondino Vieira para acabar com o jejum de títulos. Vieira chamou para o elenco vascaíno jovens e desconhecidos jogadores, como Augusto, Eli, Danilo (o "príncipe"), Ademir, Lelé, Isaías e Jair. Com esses, foi formada a base do Expresso.
DÉCADA DE 90
Os anos 90 no Vasco ficaram marcados pela despedida do futebol do ídolo Roberto Dinamite – hoje presidente do clube -, em 1993, e a ascensão de ídolos como Edmundo, Felipe, Pedrinho e Juninho Pernambucano. Em 1992, o clube ganhou o título que marcaria o início da conquista do tricampeonato estadual, completado em 93 e Campeonato Carioca de Futebol de 1994, para depois, em 1997, em um ano brilhante de Edmundo, conquistar o tricampeonato brasileiro.
ROMÁRIO
Apesar de ficar com o vice-campeonato do 1º Mundial de Clubes da FIFA no ano 2000, o Vasco conquistou o tetracampeonato brasileiro e a Copa Mercosul após a histórica partida contra o Palmeiras, na qual, em pleno estádio adversário, a time chegaria a vitória por 4 a 3 após terminar o primeiro tempo sendo derrotado por 3 a 0 e com um jogador a menos.
Um dos seus grandes ídolos é Romário, que oficialmente, marcou o seu milésimo gol da carreira no dia 20 de maio de 2007, aos dois minutos do segundo tempo, em um jogo do Vasco, sob comando do técnico Celso Roth, contra o Sport (PE), no estádio de São Januário.
O jogo foi válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. O gol foi de pênalti: após o cruzamento de Thiago Maciel, o zagueiro Durval cortou a bola com a mão e o árbitro Giuliano Bozzano assinalou a penalidade máxima. Magrão sofreu o gol.
Romário foi homenageado pelo Vasco após o milésimo com a inauguração de sua estátua em São Januário atrás das balizas onde o milésimo foi marcado, além da imortalização de sua camisa 11 no clube.
REBAIXAMENTO
Em 2008 sofreu o golpe mais duro de sua história com o rebaixamento, pela primeira vez em sua história, para a Segunda Divisão, após terminar o Campeonato Brasileiro de 2008 em 18º lugar.
O purgatório durou exatos 11 meses. Após a vitória por 2 a 1 sobre Juventude diante de 81.904 pessoas no Maracanã, o acesso do clube para a elite do futebol estava garantido com quatro rodadas de antecedência. O clube ainda conquistaria o título.
O TREM BALA DA COLINA
Em 2011, o Vasco começou o ano tendo pior inicio de temporada. O time de São Januário perdeu para Resende, Nova Iguaçu e Boa Vista. Ao fim do jogo contra o Boa Vista, o presidente Roberto Dinamite foi ao vestiário cobrar mais empenho da equipe. Ainda no vestiário, os líderes do grupo Felipe e Carlos Alberto não gostaram e responderam as críticas do presidente, e acabaram sendo afastados do clube.
O técnico Paulo César Gusmão foi demitido após a derrota para o Boa Vista e Ricardo Gomes chegou ao clube. Sob o comando do novo treinador, Souza, Alecsandro, Bernardo e Elton começaram a mostrar um bom futebol
Surgia ali o Trem Bala da Colina. O time, após excelente campanha, chega a final do 2º turno do Carioca, contra seu maior rival, Flamengo. Após empate em 0x0 nos 90 minutos, o time desperdiça três pênaltis e vê o título ir para o arquirrival.
Após isso, o time concentra suas forças na Copa do Brasil. Jogando bem, o time chega a final contra o Coritiba. No primeiro jogo, em São Januário, o Vasco vence por 1x0, gol de Alecsandro, e poderia até empatar no 2º jogo, em Curitiba, que sairia campeão. No dia 8 de junho de 2011, mesmo perdendo pelo placar de 3x2, com gols de Alecsandro e Éder Luís a seu favor, o Vasco sagra-se campeão da Copa do Brasil, pelo critério de gols fora, e garante vaga na Copa Libertadores da América de 2012. Mesmo após ter garantido vaga na Copa Libertadores da América de 2012 o time não se contentou e continuou lutando até a última rodada pelo título de Campeão Brasileiro de 2011 e chegando até as semi-finais da Copa Sul-Americana.
Apesar de não ter conquistado os títulos, a torcida vascaína fica muito orgulhosa da temporada que fez o time, voltando à elite do futebol brasileiro e disputando as principais competições. Assim, o ano de 2011 fica marcado como "o ano da redenção vascaína".
(DOL, com informações da wikipedia.org)
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